BABIES CHILDREN MOTHERHOOD PREGNANCY

Miguel

Jan 03, 2018 teamgunn

 


É o primeiro dia do ano e com 40 semanas a barriga pesa e torna-se de facto desconfortável na maioria das posições. Almocei, comi tudo a que tinha direito mas o peso e o desconforto começaram a ser mais intensos. Tentei tirar uma sesta mas sem sucesso. Algo estava diferente.
As contrações Braxton hicks já existiam há meses mas naquele dia estavam diferentes, estavam mais frequentes ainda que sem dores. Uma sensação de que não passaria daquela noite máximo do dia a seguir. Bem como bom português que deixa tudo para a última o saco, a mala, não estavam totalmente prontos. Resolvi por tudo em ordem pois o pressentimento era cada vez mais forte.
Assim foi. Entramos na madrugada e lá começaram as verdadeiras contrações. Ritmadas de 10′ em 10′ e com dor perfeitamente suportável mas insuportável para quem quer dormir. Em cerca de 1h30 passaram para 4′ em 4′, bem me dizia a Joana que na segunda gravidez a tendência é evoluir mais rápido. Está na hora vamos lá para o hotel! 🙈 O Pikas ficou na avó, embrulhado num cobertor. Confesso que me custou um bocadinho, sensação de o deixar para ir buscar outro filho. O lábio tremeu mas lá me consegui controlar e dar lhe um beijinho.
Toda fresca e cheia de energia lá chegamos ao hospital. Só pensava, afinal está a ser tudo igual ao parto do Pikas e estou a conseguir lidar bem com a dor. Mas nem todos os partos são iguais assim como nem as gravidezes e muito menos os filhos. De facto não foi igual, não foi melhor ou pior, foi diferente. Intenso, emocional e libertador.
Intenso nas dores que foram ficando cada vez mais fortes. Tinha apenas 3cm de dilatação e tive de penar o resto da madrugada. Mas com uns agachamentos a coisa acelerou de tal forma que as contrações passaram para 2′ em 2′ e 6 cm de dilatação!
bloco de partos aqui vamos nós!
Emocional no ambiente zen que se criou na sala de partos. Intimista, resguardado e como diz a Joana so faltou a música ambiente. Um parto rápido, acho que mais rápido que o do Pedro. Vivi-o mais uma vez sem medo (apesar de ele existir na gravidez), vivio-o com coragem e continuo com a experiência positiva de um parto natural (com bendita epidural é claro). Toda este lado emotivo do parto se deve muito à equipa que está connosco e muito tenho agradecer à enfermeira parteira Anabela pela forma carinhosa mas muito profissional com que me recebeu.
libertador! As dores misturam-se com a emoção e libertam-se todos os medos, angústias e preocupações. O pai sempre presente em todos os momentos foi outra chave deste processo do nascimento. Chave pronta para abrir todas as portas que se vão encontrando ao longo do percurso. E a ‘tia’ Dani, a última (mas n menos importante) chave do molho de chaves que com a sua presença tranquiliza todo e qualquer processo que possa parecer ameaçador.

O Miguel está cá fora! Saiu na posição de super heroi de tão heróico que foi este parto!

Estamos bem, estamos felizes e agora vamos nos adaptar!

 

[fotos pela lente de Joana Hall]

 

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