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deixa para lá

Mai 31, 2017 teamgunn


Deixa para lá

A carta que me escreveram e que não posso deixar de partilhar…

 

Lamentável vera.

As pessoas exporem-se ao ridículo de virem para aqui criticarem-te e fazerem juízos de valor sobre algo do qual nota-se claramente que não entendem nada.
Será esta a sociedade que tanto lutamos por todos os dias queremos ver com dias melhores. Como?
Falas porque te sentes, e criticam-te porque também se acham com direitos de liberdade? A liberdade existe, mas há regras. A principal é o respeito.
Doem-te os cotovelos? Talvez, não sei. Tu lá saberás dizer. Os meus doem. Trabalho diariamente. Entrego-me diariamente e muitas vezes durante a noite numa luta diária em que penso se vale ou não vale a pena continuar. Claro que vale. Por mais que coloque todas as dúvidas, acabo por dar razão ao que escolhi. Criamos imagens. Criamos algo com que nos identificamos e com o qual os nossos clientes se identificam. É glorioso saber que ambicionam ser como nós, apesar de quererem saltar partes e fazerem batotas, e no final não entenderem porque não sucederam da mesma forma.

É extenuante puxar pela cabeça e deixar que a criatividade leve a melhor ao ponto de não saber falar sobre alguns assuntos e esperar que se encarreguem de falar por nós só para não ter que pensar. Mas o esforço compensa. Permite criar peças que são únicas. Replicadas em condições mais agrestes, continuam a ser nossas. As nossas clientes sabem que são nossas. Os nossos amigos que vibram com o nosso projecto também sabem que são nossos e não precisam sequer de uma etiqueta para ser identificada. Levou a nossa identidade impressa.

Em Portugal falamos de empreendedorismo e confundimos as situações. Sabemos que para sermos empreendedores temos que trabalhar. Quem sabe levar um título de CEO como carimbo ganho à partida que isso nos levará ao final da taça. Mas é confuso, pelo menos para alguns, confunde-se. Perde-se o certo com o errado. E achamos que tirar trabalho, é mais empreendedor, do que conseguirmos crescer para criar postos de trabalho.
Há confusão, porque as pessoas estão cansadas e demasiado obstinadas em centrarem-se que têm problemas e que só elas os têm e que “com o mal dos outros posso eu bem”.
Então, viramos os casacos, e se grandes cadeias de lojas de fast-fashion o fazem e conseguem, é porque mais vale encostarmo-nos à sombra da bananeira e apanharmos a onda. Venha quem vier, doa a quem doer, isso não interessa. Tanto não interessa que o sono continua tranquilo e reparador.

Se devemos cruzar os braços e deixar para lá? Isso ja a maioria das pessoas faz. E é por isso que a sociedade de hoje acha tudo normal. É por isso que se usam desculpas e implantam-se mentiras.
As pessoas não sabem reconhecer os erros, porque desde que se conhecem como gente quando são ensinadas a defender a regra começa com, “bate também”. A maior defesa do ser humano começa no respeito. Pelo próprio e pelos que o rodeiam.
Lamento Vera, mas isso não começa nas escolas, começa em casa, e anda tudo demasiado ocupado para pensar nisso.

Deixa para lá. ???? ‘

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