LIFE

Será que se gritar me ouvem?!

Jul 06, 2016 teamgunn

Reconhecimento

Está alguém aí? Estão ouvir-me?

Muitas são as vezes em que parece que falo falo mas ninguém me ouve e faço faço mas ninguém repara.

Será que falo numa linguagem só minha ao ponto de ninguém me perceber? Ou será que o que digo é tão forte que chega a doer nos outros?

Será que o que faço é tão inútil para não ser reconhecido? ou será que é tão bom que ameaça o outro?

Gostava de ser ouvida, gostava que reconhecessem aquilo que é meu, é meu porque o fiz, é meu porque partilhei ideia, é meu porque também fiz parte do projecto! Sabem aquilo ditado de usar e deitar fora? Não o admitam que o façam, não admito que me usem e acima de tudo não permito que me roubem. Quando uma criança aprende andar de bicicleta no início precisa da mãe/pai ao lado e que a bicicleta tenha duas rodas laterais para apoiar (vamos por de lado a moda agora das bikes sem pedais hahaha), o adulto ajuda, segura e acriança lá consegue andar 1 metro. Depois o adulto afasta-se, fica de perto a ver, e a criança consegue andar sozinha mas com as duas rodas. Mais tarde consegue andar sem as rodas laterais, ainda meio a tremelicar e sob olhar da/o mãe/pai. Por ultimo até faz piruetas e anda sem mãos, exibindo à mãe e ao pai as suas novas conquistas, as suas proezas. Mas sabem o que se retira daqui? é que a criança não aprendeu-se andar sozinha de bicicleta, aprendeu com os pais; a crianças não afastou os pais da conquista, ela exibe as novas habilidades e mostra que ainda anda melhor de bicicleta que o pai/mãe. Isso é reconhecimento, é envolvimento, isto sim é recompensador! Tanto para o filho que conseguiu aprender andar de bicicleta como para a mãe/pai que se sentem orgulhosos pela autonomia do filho.

Ouçam aquilo que eu digo, vejam aquilo que eu faço e reconheçam-me! Não chutem a ‘bola’ po canto quando já não precisam dela para brincar. eu não sou uma bola, muito menos de ping-pong. Se fosse, garanto-vos que seria a predilecta do CR7 . hahahahah

Não venham atrás da mãezinha quando ela já não está, ou quando a casa está arder e só a mãe é que sabe o que fazer. Está arder! O que faço primeiro? Fujo ou Telefono para os Bombeiros? Afinal aí precisamos da mãe para tomar decisões, precisamos dela para nos orientar e organizar.

Irrita-me profundamente quando não reconhecem aquilo que é meu e mais me leva aos píncaros quando desvalorizam o que faço, ao ponto de ignorarem. Ignoram por medo, por ameaça? Não estou a tentar roubar lugar de ninguém nem quero ser mais que ninguém   e aprecio muito quando as pessoas fazem aquilo que  dizem que vão fazer. Existem por aí muita malta que diz que faz e acontece mas nada mostram. Malta que diz não ter medo mas acagaçam-se ao primeiro buuuuh. Malta que diz que trabalha muito mas pouco produz. Deixem de ser fanfarrões. Malta o espelho é bom conselheiro, tenham coragem e enfrentem-no. Mas enfrentem-nos com garra e com perseverança, não deixem que os reflexos dos outros vos retire do vosso objectivo e não permitam sequer que vosso ego tome como vosso aquilo que é o reflexo do outro.

Valorizem o outro e valorizem-se essencialmente a vocês próprios. Não copiem aquilo que é do outro, envolvam antes o outro naquilo que é vosso. Não tomem como vosso aquilo que é do outro. Reconheçam que é do outro e não vosso e valorizem o outro para se poderem valorizar a vocês mesmos!

Não é hábito escrever sobre o sentimento mas acredito que vai de encontro ao que muitas pessoas também sentem. Hoje a selfie tem efeito catarse, o espelho e a consciência de que sou a ‘Beguinha’!

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